segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Órgãos de Segurança apuram confronto de facções criminosas que deixou 60 presos mortos no Compaj



Órgãos do Sistema de Segurança iniciaram, nesta segunda-feira, 02 de Janeiro, as primeiras apurações sobre o confronto entre facções rivais que resultou, até o momento, na morte de 60 presos do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no quilômetro 08 da BR-174. As informações foram confirmadas pelo Comitê de Gerenciamento de Crise, coordenado pelo secretário Estadual de Segurança Pública, Sérgio Fontes.


Os presos foram mortos pelos próprios internos do Compaj, em um confronto de extrema violência que durou cerca de 15 horas.  Ao longo desse período, o trabalho de negociação foi coordenado pelo major Paulo Emílio, da Polícia Militar, com apoio do presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Epitácio Almeida, e o juiz da Vara de Execuções Penais, Luis Carlos Valois, que conseguiram a liberação dos 12 reféns, funcionários de uma empresa terceirizada.

Em coletiva à imprensa, Sérgio Fontes e o secretário de Estado de Administração Penitenciária, Pedro Florencio, esclareceram que as primeiras alterações no Compaj foram registradas por volta das 16h de domingo (1º), quando os presos de uma facção renderam os agentes e ocuparam os pavilhões. Uma hora antes, por volta das 15h, o Instituto Penal Antônio Trindade (IPAT) registrou a fuga de aproximadamente 87 presos. Os eventos são considerados isolados, mas ainda estão sendo investigados.

Os detentos estavam armados e trocaram tiros com os policiais militares que ficam na guarita fazendo a guarda do presídio. O objetivo dos presos, de acordo com Sérgio Fontes, era matar os internos das facções rivais. “O que aconteceu no Compaj é mais um capítulo da guerra que o narcotráfico impõe nesse País e demonstra que esse problema não tem como ser enfrentado apenas pelos Estados”, disse.

Sérgio Fontes ressaltou que o Estado já solicitou apoio do Governo Federal para novas ações de combate ao narcotráfico e reforço na segurança das unidades prisionais. “Não se trata de um problema apenas do Sistema Penitenciário e nem é um caso isolado no País, mas sim muito maior, já que a disputa dentro dos presídios é uma extensão da guerra que acontece também fora”, disse.

Providências
A partir do ocorrido, Sérgio Fontes informou que a atuação dos órgãos de Segurança será para investigar e penalizar os autores dos assassinatos, manter a ordem nas demais unidades prisionais, recapturar os presos foragidos e garantir a segurança da cidade no geral.

O secretário de Estado de Administração Penitenciária, Pedro Florencio, ressaltou que ao longo de 2016 diversas fugas e confrontos foram evitados. “Logo que a situação foi percebida houve a atuação imediata dos policiais militares, que após troca de tiros, conseguiram evitar que os presos fugissem ou ocupassem outros pavilhões”, disse.

O Comitê de Gerenciamento de Crise é formado por mais de 20 órgãos do governo do Estado e governo Federal, incluindo as Forças Armadas, sob a coordenação da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

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