sábado, 21 de abril de 2018

O "melhor fone do mundo" se diferencia por equilíbrio sonoro e funcionalidade inovadora



JBL Everest Elite 750NC é um fone de ouvido de alta qualidade, mas que pode esconder um pouco o jogo. Considerado o melhor fone do mundo em 2018, segundo a premiação da Associação Europeia de Imagem e Som (EISA), o acessório tem uma aparência modesta e parece um modelo comum. Mas o que faz ele ser diferenciado é a sua qualidade sonora – bastante equilibrada –  e sua inovadora função para cancelar ruídos externos, que pode ser regulada pelo usuário.

Com o preço padrão de R$ 1,3 mil no Brasil, será que vale a pena comprar o Everest Elite 750NC? Confira, no review a seguir, se o headphone da JBL é bom para você.

Design
O visual do modelo não tem nada de especial. À primeira vista, ele não parece muito melhor do que modelos bem mais baratos, como o JBL T450, por exemplo. Mas ao pegar o fone, pelo menos, dá para perceber mais diferenciais: ele é bem construído e tem uma pegada firme e sólida. Além disso, as conchas se torcem e giram em 90°, deixando ele bem compacto para carregar ou guardar na case que o acompanha.
Ainda sobre aparência, ele não chega a ser um fone bonito. Como é grandalhão e tem botões bem sobressalentes, ele pode ficar bem esquisito na cabeça. Se a procura do usuário por um fone envolver estética, existem opções bem mais interessantes, como vários da Sony e os da Beats, por exemplo.

Por outro lado, se o seu objetivo for comprar um fone com qualidade e conforto, o 750NC é a escolha certa. Além de bem construído, o modelo da JBL ainda veste muito bem. As conchas são muito macias e encaixam bem na orelha, além de ser um aparelho com um peso bem razoável: 280g. Fones mais simples, como alguns modelos de entrada da Sony, chegam a pesar metade disso, mas também não transmitem a mesma segurança. O Elite 750NC não incomoda mesmo após algumas horas em cima da cabeça. Bom, pelo menos não mais do que qualquer fone que você deixe por horas na orelha.
Qualidade de som
Quem pega um fone de ouvido considerado "o melhor do ano" pode acabar tendo uma expectativa muito alta – e com razão. Mas fique atento: testar o Elite 750NC esperando um som impactante e surpreendente vai acabar causando decepção. Isso porque o modelo da JBL não é um destaque em nenhum nível de áudio, mas consegue fazer bonito dentro de todos os quesitos. Com agudos claros e limpos, médios bem variados e graves poderosos, ele é um fone cuidadosamente equilibrado. Bom para agradar vários tipos de usuários, para ouvir diversos tipos de sons diferentes.
Para quem gosta de graves estupidamente profundos, o fone pode não ser a melhor pedida. Mas eles vão estar lá, bem fáceis de identificar e sentir. Só podem decepcionar se for isso exatamente o que você procura em um headphone. Modelos como os Beats top de linha, por exemplo, costumam dar mais destaque e profundidade aos sons de frequências baixas. Outro ponto que pode decepcionar é o corte em algumas frequências de médios quando o cancelador de ruídos está ligado – não chega a incomodar, mas dá para reparar.


Já no quesito volume, o JBL Everest não vai te dar qualquer problema quando conectado pelo Bluetooth: ele alcança uma altura bem considerável, e sem distorcer qualquer faixa de som. Isso, somado ao cancelador de ruídos, vai te dar uma boa experiência sonora. Porém, se você for ligar o fone pelo cabo P2, vai tomar um susto: o fone perde demais em qualidade e volume, parecendo até um modelo dos mais básicos.
Funcionalidades
O grande diferencial do fone da JBL é com certeza o chamado cancelador de ruídos adaptativo (Adaptive Noise Cancelling, ou ANC, em inglês). A funcionalidade é impressionante. Com ela, você pode escolher o quanto quer que o fone bloqueie do ambiente e quanto você quer ouvir. Para fazer a "mágica", o fone capta o ruído do ambiente e junta ao som do fone de acordo com o quanto você quer ouvir.


O ANC pode ser controlado por um botão no próprio aparelho, que te dá três níveis de som ambiente: baixo, alto ou desligado. Assim, se você tem preferência por não ficar totalmente isolado do barulho externo, pode controlar o quanto quer ouvir de ruídos. O funcionamento é simples e muito bom, embora dependendo do modo que você escolha, pode acabar cortando algumas frequências de som do áudio do fone – nos médios, principalmente.

Além disso, o cancelamento adaptativo fica ainda melhor se você somar o uso do Elite 750NC ao aplicativo JBL Headphones, disponível para Android e iPhone (iOS). Com ele, você pode controlar o quanto quer ouvir do ambiente, inclusive variando entre os lados do fone – é possível colocar o cancelamento total do lado esquerdo e abrir para o som ambiente no direito, por exemplo.
O app da JBL ainda tem outras funcionalidades legais, como possibilidade de equalização do som de acordo com seu gosto. Ele traz também algumas equalizações pré-definidas que são bem interessantes. Um ótimo complemento para o dispositivo.
Usabilidade
Os botões do JBL Everest Elite 750NC são um dos grandes pontos fracos do modelo. Além de serem um pouco difíceis de acessar, localizados embaixo da concha, eles não são nem um pouco intuitivos. Ainda mais no começo, vai ser completamente comum o usuário precisar tirar o fone da cabeça para conseguir descobrir qual dos botões vai aumentar o volume, por exemplo. São muitos controles para um fone – liga/desliga, aumentar volume, play, diminuir volume, além de ativação do pareamento de Bluetooth e controle do cancelador de ruídos.

Bateria
O modelo da JBL promete 15 horas de audição, carregando apenas três horas para chegar ao máximo de bateria. Porém, nos testes, não conseguimos chegar a este nível de performance. Mesmo carregando por três horas, após 10 ou 12 horas o fone começa a "enfraquecer", principalmente quando o cancelador de ruído está ligado: às vezes não consegue conectar o Bluetooth, ou já começa a piscar pedindo uma recarga. Ainda assim, é um bom tempo de uso.
Conexões
O Bluetooth funciona por uma distância bem padrão: até 10 metros da fonte você consegue ouvir sem cortes ou problemas. Porém, em alguns aparelhos, ele mostrou pequenos problemas. Nos testes, o fone teve bastante dificuldade para se conectar ao Bluetooth de um MacBook, por exemplo. Às vezes demorava até 10 minutos para conseguir fazer o pareamento. Em celulares, porém, a conexão foi rápida e perfeita, sem qualquer ponto negativo.

Custo-benefício
Com preço padrão de R$ 1,3 mil, o fone da JBL definitivamente não é uma opção barata. Mas para quem pode pagar o valor e procura um modelo com som muito equilibrado e qualidade na construção, é bastante indicado. Se ele não tem o som mais poderoso do mercado, o diferencial fica por conta da sua tecnologia. 
O cancelamento de ruído adaptativo é uma funcionalidade muito útil, e pode justificar o aparelho ser chamado de "o melhor do mundo em 2018", como foi nomeado pela Associação Europeia de Imagem e Som (EISA).

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