Caro leitor JV, este será o primeiro “Crônicas Atalaiense” de
2012.Onde, no ano que passou escrevemos grande histórias e causos que
aconteceram na cidade de Atalaia do Norte.A primeira Crônica de 2012,
começa assim: Era uma época que não posso dizer precisamente o ano.Mas, posso
afirmar com clareza a cachaça que fazia sucesso entre os apreciadores
Atalaiense da água que passarinho não bebe.Era a Santa Cruz.Dez em cada Dez
madeiros, tomavam a pinga Santa Cruz.Talvez, pelo nome, que já vinha
abençoada.Certa vez, na cidade de Atalaia
do Norte, existia uma birosca, que vendia muita cachaça. Afamada por seus clientes.
Grandes contadores de causo de suas andanças pelos rios igarapés do Vale do Javari.
Pensando no conforto dos clientes, o proprietário resolveu comprar um grande
estoque de cachaça Santa Cruz. Só, que em pouco tempo, um barco regatão Paraense.
Daqueles que vendem potes, bules, pratos e canecas esmaltados. Trouxe uma nova cachaça.
Que já vinha fazendo muito sucesso nos portos onde tinha atracado. Era a
cachaça “Coquinho”. Meu amigo,
quando a noticia se espalhou. A venda da Santa Cruz emperrou como alavanca enferrujada.
Outras bodegas começaram a comercializar a nova pinga. E o estoque de cachaça
Santa Cruz? O que fazer? Pensou o dono do estabelecimento mais famoso de Atalaia
do Norte. Ai que veio a idéia e a esperteza do proprietário. Não teve jeito,
foi a barco regatão Paraense, e comprou apenas uma caixa da nova, e afamada
cachaça entre os “expert” da nova pinga.
O esperto e sagaz proprietário misturou a pinga coquinho com a Santa Cruz. Não
teve ninguém que afirmasse que não fosse a pinga da moda. Até o sabor. Côco!
Além de vender o estoque de Santa Cruz que estava encalhado. Trouxe de volta a
freguesia, que a cada gole. Dizia assim:
-Essa sim! É a verdadeira cachaça Coquinho. Que tem sabor de Côco!
De fato. Isso aconteceu na Perola do Javari!
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