Cronicas Atalainse - O caso da oferta


 
Nos anos de 84, quando o Pároco da Paróquia São Sebastião, era o Saudoso Frei Filipi. Que em época de arraial, cada dia do Novenário, era dedicado a uma instituição da cidade. O primeiro dia era dedicado aos esportistas, Comerciantes, funcionários da Prefeitura e assim, por diante. Onde, no inicio de cada dia era anunciado os nomes das pessoas que doaram suas ofertas. Para mostrar transparência, e deixar o ego do doador lá em cima. Frei Filipi lia na boca de ferro da Igreja. E toda cidade sabia quem doou mais! Frei Filipi, falava bem alto, quando a oferta era generosa. Dizendo:

- Deus lhe pague!

Assim, era todos os dias. Às 12 horas, a boca de ferro entrava no ar. Com musica em louvor ao Santo Padroeiro:

- Neste momento, está entrando no ar...

É chegado o dia 18, e a homenageada era a FUNAI. E foi enviado para todos os funcionários, o envelope de doação. E assim, se fez a Missa em honra ao Padroeiro e aos funcionários federai. No outro dia, às 12 horas, a boca de ferro entra no ar para dar o resultado das doações. Frei Filipi, assoprou o microfone, e iniciou:

- Atenção, muita atenção! Vamos ler nesse momento o resultado das doações dos funcionários da FUNAI... Nilaide Santana Tiago... 10 mil cruzeiros... Que maravilha... Alfredo Paredes... 20 mil Cruzeiros!

E assim, foi anunciando o resultado das doações! Já no fim da lista, Frei Filipi abriu o envelope e anunciou:

- Elivomar Lezare Josefh... 50 centavos...

Na boca de ferro, deu até para ouvir o suspiro de velho frei. E que largou para toda a cidade:

- Miserável, miserável!

De fato. Isso aconteceu na cidade de Atalaia do Norte!

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