ENTREVISTA COM DR. ROBISON MOSS, DIRETOR DO HOSPITAL DE ATALAIA DO NORTE SOBRE A MORTE DE UMA CRIANÇA INDIGENA!

Na ultima semana o blog da floresta noticiou uma denuncia relacionada ao obito de uma criança indigena dos povos Matis que faleceu no hospital de Atalaia do Norte.
A repercussão desta matéria ganhou âmbito nacional, com isso a Rádio Nacional do Alto Solimões entrou em contato com o diretor do Hospital Municipal de Atalaia do Norte e também vice-prefeito do municipio Dr. Robison Moss que falou sobre a denuncia.
Otto Farias (Locutor): O que o Sr. tem a dizer sobre esta denuncia que afirma que o hospital de Atalaia do Norte não deu atendimento necessário a criança indigena e por isso veio a obito?
Dr. Robison (Direto do Hospital): Esta criança nasceu em outubro logo, na época da campanha eleitoral quando a Força Nacional estava aqui no municipio e aconteceu uma epidemia do rota virus na população indigena principalmente em crianças. Ela nasceu com sindrome de down, paralisia facial e corporal, além de problemas neurologicos congênitos que são caracteristicos da sindrome de down. 
Os médicos da força nacional tomaram conhecimento do caso e levaram esta criança para Manaus aonde a mesma ficou 45 dias internada, sendo cuidada por uma neuro-pediatra.
Devido as festividades de natal e ano novo e com isso as dificuldades em marcar alguns exames como tomografia e outros, esta criança teve alta e voltou para Atalaia do Norte, com o compromisso de regressar para continuar o tratamento em janeiro, porém os pais da criança nao permitiram o retorno e se recusaram a levar a criança para capital.
A Secretaria especial de saúde indigena- SESAI, sem poder tomar mais decisoes pediu aos pais da criança que assinassem um documento estando cientes do riscos de não deixar levar a criança para continuar o tratamento em Manaus, a criança e os pais ficaram na casa do indio na sede do municipio.
No dia 30 de janeiro por volta das 19h e 30 min., a criança deu entrada no hospital de Atalaia do Norte, com estado de saúde bastante critico, foi atendida pelo profissional de plantão que tomou todas as devidas providências, mais devido a fragilidade no seu estado de saúde veio a óbito. O Hospital de Atalaia do Norte na qual encontramos em condições precarias e devido este motivo ainda não oferece toda a infra-estrutura adequada, mais foram tomadas todas as ações possiveis para atender e socorrer a criança, estes relatos estão documentados e estamos a disposição para qualquer esclarecimento.
 
Entrevista concedida a Radio Nacional do Alto Solimões

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