Em defesa protocolada no STF (Supremo Tribunal Federal), o deputado
Marco Feliciano (PSC-SP) reafirmou que paira sobre os africanos uma
maldição divina e procurou justificar a fala com uma afirmação que,
publicamente, tem rechaçado: a de que atrelou seu mandato parlamentar à
sua crença religiosa.O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara é alvo de
inquérito no STF por preconceito e discriminação por uma declaração no
microblog Twitter.Em 2011, ele escreveu que "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição".Na época, Feliciano também postou que africanos são amaldiçoados pelo
personagem bíblico Noé. "Isso é fato", escreveu no microblog. O post
depois foi deletado.As declarações provocaram protestos que tomaram conta de redes sociais e
das sessões da comissão. A Procuradoria Geral da República o denunciou
ao STF --onde também responde a uma ação acusado de estelionato.Feliciano é acusado de induzir ou incitar discriminação ou preconceito
de raça, cor, etnia, religião, sujeito a prisão de um a três anos e
multa. Não existe tipificação penal para homofobia.
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