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| Foto Ilustração |
Nos beiradões, pelo fato de muitos
não terem televisão, o povo se diverte fazendo menino, e por isso, todo ano, as
famílias vão aumentando a “reca” de filhos. Na Comunidade de Belém do
Solimões, certa, vez aconteceu um “causo” curioso.
Um morador naquela vila resolveu
batizar seu curumim que ainda era bem “gitinho”, na Igreja Católica de lá.
Chegando na casa de Deus, logo começou a cerimônia e o padre chamou ele e a
mulher pro altar, onde também estavam outro casais pra batizar a meninada.
O padre começou aquele “lariado” todo,
como é o costume, na vez dele perguntou como ia ser o nome de seu filho e ele
respondeu de imediato:
- tambaqui!
O padre querendo ser educado,
explicou aquele era nome de peixe e não de gente, e pediu mais uma vez que
desse outro nome. E ele continuou:
- capivara!
O padre já “puto da vida”, pois
tinha quase vinte meninos para batizar, foi perdendo a paciência, mas manteve a
calma e explicou maios uma vez que aquele não era nome de gente, e nisso deu uma
sugestão:
- Meu filho, por favor, coloque
nessa criança um nome de gente. Que tal Alberto?
O caboco mais chateado ainda,
olhando para sua mulher, ”budejou”:
- Muié, ulha já...Alberto!...
A mulher respondeu, apontando
para o padre:
- Aberto, c% dele!!
Extraido do livro: Causos e
Estoritas de Benjaminenses (2007, vol. 1)
De: Gerson Luzeiro e Ruy
Magalhães

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