| Foto ilustrativa |
Nos “butiquins” da cidade tem
“cabra” quer só vive “chirrado” e atracado com uma 61 todo o dia e o
dia todo. Chico Jorge foi um desses conterrâneos que fez sucesso junto aos seus
considerados, pelo seu jeito divertido de ser e de lidar com todo mundo.
Certa vez ele, naquele velho
estado de sempre, pede uma dose de cana e o dono da taberna cobra adiantado.
- Meu primo, bota uma dose aí pro
seu considerado!
E o dono da taberna resmunga:
- Vôte, fiado só amanhã! E se for,
agora só com pagamento adiantado!
E Chico Jorge na fissura, pois
naquele tempo, pois naquele ainda estava de “bico seco”, insiste:
- Bota ai meu irmão, pois isso
aqui é um bar, não cinema, pro caboco ter que pagara adiantado!
O dono do “buteco” rebate:
- Tu parece que tá liso, como é
que tu que uma dose?
Ai o Chico “puto da
vida” por causa da burocracia e do sermão, não perdoa:
- Liso não, posso ta sem dinheiro!
Liso é tá com caganeira e limpar o c% com saco plástico!
Extraido do livro:Causos e
Estoritas de Benjaminenses (2007, vol. 1)
De:Gerson Luzeiro e Ruy Magalhães
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