Causos e Estoritas de Benjaminenses – Tucunaré-tracajá


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Foto ilustração
Benjamin Constant é uma cidade que tem muitas motos, é como Bombril, se prestam a mil utilidades. Nos bares e festa se ver aquele “estirão” de motos em todo lugar. E o mais interessante é que as pessoas se apegam tanto as suas motocas que elas parecem fazer parte de uma família, algumas com nome e personalidade própria.

 Um dia, Mestre Patica montando na sua “tucunaré”, como carinhosamente costumava chamar sua moto Honda 70, apelidada  com este nome por ser toda lavrada com listras amarela e pretas, pintadas por ele mesmo, com um pincel velho num dia que tava meio “truvisco” tomando uma “branquinha” com o Antônio do Guida, seu vizinho.

Dias depois, ele vinha na Rua 21 de Abril e sem dar sinal - Porque a tucunaré não tinha bateria e nem os pisca-piscas tavam todos “distiorados”-, entra na Getúlio Vargas em disparada, perde o rumo e vai parar em cima de uma carrada de areia em frente a casa do seu Atistote. Patica caído prum lado, todo desmantelado como costuma dizer, a tucunaré toda troncha pro outro.

Nessa ocasião, alguns curiosos e gozadores se aproximaram pra verificar o ocorrido, quando de repente um deles, vendo que se tratava do Patica, perguntou com ironia:

- O que foi isso, Mestre?...

Patica meio zonzo e tentava manter a pose dá uma de artista, responde:

- Pois num é que a “tucunaré” ta pensando que é tracajá e ta querendo desovar!

Extraido Livro: Causos e Estoritas de Benjaminenses
De:Gerson Cardoso e Ruy Magalhães

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