
Lá na beira do Javarizinho, quase
a boquinha da noite, tem uns cabôcos que gostam de ir pra lá namorar. Numa
dessas tardes o sol tava se pondo pro lados das balsas peruanas, no outro lado
do rio, um casal, naquela cegueira de tá todo tempo agarrado igual a papagaio
no arame, tava “namoriscando” e apreciando a paisagem de Islândia/Peru e o
lindo por- do- sol, em cima de uma tora de cedro que ficava lá perto da Balsa do Zé
Pinto. Entre um beijo e outro e como ele ainda tava conhecendo a cabôca e o
namoro só tinha uma semana, ele meio envergonhado e sem jeito
falou: - “Meu
Amur, me murde”!
Ela respondeu: - “Num tem
dente”!
E ele insistiu: - “Entonce
me murde assim mermo. Me murde com teu Zinzeva”!
Extraído do livro: Causos e
estoritas de Benjaminenses (2007 vol. 01)
De: Gerson Luzeiro e Ruy Magalhães
De: Gerson Luzeiro e Ruy Magalhães
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