Finalidade é verificar como estão
as condições de trabalho desses profissionais para atualizar cenário obtido na
primeira fase do estudo, promovido no início do distanciamento social;
preenchimento de formulário pode ser feito entre 5 e 30 de abril
São Paulo, 03 de abril de 2021 -
Compreender a situação de trabalho dos comunicadores brasileiros após um ano de
enfrentamento da Covid-19 no país é o objetivo dos pesquisadores do Centro de
Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT) da Escola de Comunicações e Artes da
Universidade de São Paulo (ECA-USP).
O estudo ocorre exatamente um ano
após a realização de investigação inicial, que diagnosticou o momento vivido
pelos comunicadores ainda no começo da pandemia. O relatório desta pesquisa,
feita no primeiro semestre de 2020 e transformado em e-book, pode ser
consultado aqui.
“Queremos verificar nesse
momento, passado um ano em que o Brasil sofre com o agravamento cada vez maior
da Covid-19, como está a situação de trabalho dos comunicadores que, muitas
vezes, a exemplo dos jornalistas, ocupam o pelotão de frente do combate à
doença ao assumir o árduo papel de informar corretamente a sociedade sobre os
riscos e tentar dissimular, infelizmente, as fake news e o negacionismo que
ainda perduram nessa terrível fase da doença”, afirma a professora Roseli
Figaro, coordenadora do CPCT.
O formulário da pesquisa Como
trabalham os comunicadores no contexto de um ano da pandemia da Covid-19?, que
pode ser acessado aqui,
ficará disponível entre os dias 5 e 30 de abril no site do Centro de Pesquisa
em Comunicação e Trabalho e de entidades parceiras. Os respondentes poderão
participar anonimamente, de modo a ter seu sigilo preservado.
Até o momento, 18 instituições
fecharam parceria para divulgação do levantamento: Federação Nacional dos
Jornalistas (FENAJ), Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da
Comunicação (Intercom), Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo
(SBPJor), Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (ABEJ), Associação
Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas
(Abrapcorp), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo
(SJSP), Sindicato dos Publicitários, Agenciadores de Propaganda e Trabalhadores
em Empresas de Publicidade do Estado do Rio Grande do Sul (SINPAPTEP-RS),
Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas 2ª Região (CONRERP 2ª
Região – SP/PR), Sindicato das Agências de Propaganda de Minas Gerais
(Sinapro-MG), Associação Mineira de Propaganda (AMP), Sindicato dos
Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e de Publicidade no Estado da Bahia
(SINTERP/BA), Sindicato dos Jornalistas no Ceará (Sindjorce), Associação
Cearense de Agentes Digitais (ACADi), Oboré Projetos Especiais,
Jornalistas&Cia, Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé,
Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) e Associação
Profissão Jornalista (APJor).
COVID-19 EM 2020 – O estudo
inicial do CPCT sobre o tema foi promovido no começo do distanciamento social e
reuniu 557 participantes de todo o país e do exterior. O relatório final
evidenciou o aumento da jornada e do volume de trabalho, que tornou bem mais
estressante a rotina dos comunicadores, que tiveram de conciliar a profissão
com os cuidados da casa e dos filhos.
“A isso se soma também a sensação
de cansaço sentida diariamente por esses trabalhadores, que ainda tinham de
usar, na maioria das vezes, seus próprios instrumentos para trabalhar, como
computador, celular e conexão à internet”, aponta Roseli Figaro.
Na ocasião, 70% dos profissionais
reclamaram que o ritmo de trabalho estava bem mais intenso tanto para quem
atuava na modalidade home office quanto para quem se mantinha em atividade
presencial. Além disso, a pesquisa também destacou que as rotinas de produção
sofreram muito com o distanciamento social, já que o contato com as fontes de
informação, empresas e clientes ficou limitado, o que exigiu mais atenção e
rigor na organização do trabalho.
“Pelo modo totalmente errático
com que o governo federal tratou e vem tratando a pandemia, cujos casos de
contaminação e de mortes só vem aumentando, nossa suspeita é a de que as
condições de trabalho dos comunicadores pioraram, haja vista a grande
quantidade de pessoas sem trabalho no país. Entender a situação desses
trabalhadores, passado um ano da chegada da Covid-19 ao Brasil, ainda mais
nesse momento de agravamento, pode auxiliar a diagnosticar os problemas
advindos do quadro de precarização do trabalho e, a partir disso, cogitar
possíveis alternativas para combater os graves impactos na área da
comunicação”, conclui Roseli Figaro.
Link de acesso ao formulário: https://bit.ly/3cNOdS2

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