Nova pesquisa aponta que cafeína não só ‘espanta’ o sono, como altera atividade elétrica do cérebro
Cafeína impede sono profundo mesmo se você dormir oito horas, aponta estudo — Foto: FreepikTomar café não serve apenas para 'espantar o sono': ele altera a atividade elétrica do cérebro durante a noite, tornando o sono mais superficial e menos restaurador, mesmo quando a pessoa acredita ter dormido bem. É o que conclui uma revisão de 32 estudos publicada neste ano, que analisou os efeitos da cafeína no eletroencefalograma (EEG) do sono.
Os pesquisadores alertam que a cafeína reduz as ondas lentas (delta), que são o marcador do sono profundo e da recuperação cerebral, e que esses efeitos podem ocorrer mesmo com consumo no período da tarde, dependendo da dose e da sensibilidade individual.
Eles descobriram que a cafeína reduz de forma consistente a atividade elétrica de “baixa frequência”, as chamadas ondas delta — associadas ao sono profundo e restaurador —, durante o sono profundo e especialmente no início da noite.
Ao mesmo tempo, a cafeína tende a aumentar a atividade das frequências sigma e beta, associadas ao estado de vigília do cérebro.
Cafeína afeta cérebro mesmo com duração de sono normal
O estudo descobriu que o café tem esse efeito mesmo se você dormir as oito horas diárias recomendadas: mesmo que você passe a noite toda dormindo, o cérebro nunca “descansa” de verdade, sem tempo para se regenerar.
Então, quanto e quando consumir café?
A revisão sugere que, para minimizar esse impacto na sua higiene do sono, o ideal é evitar a cafeína a partir de seis horas antes de dormir — para quem for sensível, talvez até mais tempo.
A pesquisa sugere que o consumo diário até pode criar uma tolerância para esse efeito, mas não elimina, completamente, as alterações.
Por:Extra.Globo
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