Documentos obtidos pelo Intercept Brasil indicam que Eduardo Bolsonaro atuou na produção-executiva e em decisões financeiras do filme sobre Jair Bolsonaro

Reportagem publicada pelo Intercept Brasil nesta sexta-feira (15), afirma que o deputado cassado Eduardo Bolsonaro teve poder sobre a gestão financeira do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Segundo documentos e mensagens obtidos pelo jornal, Eduardo assinou um contrato de produção em que aparece como produtor-executivo ao lado de Mario Frias e da empresa GoUp Entertainment. O acordo previa participação em decisões estratégicas sobre financiamento, captação de recursos e contato com investidores do projeto, inicialmente chamado de “O Capitão do Povo”.
A publicação afirma que os registros contradizem declarações feitas por Eduardo nas redes sociais, nas quais ele disse ter apenas cedido direitos de imagem para o longa. O Intercept também divulgou mensagens em que Eduardo discute formas de envio de recursos para os Estados Unidos durante negociações ligadas ao financiamento do filme.
Ainda de acordo com a reportagem, um aditivo contratual de 2024 classificava Eduardo como “financiador” da produção cinematográfica. O jornal cita que parte dos recursos negociados para o projeto teria ligação com operações investigadas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
O Intercept informou que procurou Eduardo Bolsonaro, Mario Frias, Jair Bolsonaro e outros envolvidos, mas não recebeu resposta até a publicação da matéria.
Na quarta-feira, 13, o Intercept Brasil revelou mensagens que apontam a atuação do senador Flávio Bolsonaro na articulação de apoio financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de “Dark Horse”. Segundo a reportagem, Vorcaro teria se comprometido a repassar US$ 24 milhões ao projeto, dos quais ao menos US$ 10,6 milhões já teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025.
Por: ICL Noticias
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