Deputado estadual, que já vinha exercendo a função interinamente, ficará no lugar de Wilson Lima, que renunciou no início de abril

Cidade já vinha ocupando a função de governador de forma interina desde a renúncia conjunta do ex-governador Wilson Lima (União) e do ex-vice-governador Tadeu de Souza (PP) (Foto: Divulgação ALE-AM)
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), deputado Roberto Cidade (União), foi eleito nesta segunda-feira (4) oficialmente como governador para um mandato-tampão até 5 de janeiro de 2027. Com o ex-prefeito de Manaus Serafim Corrêa (PSB) como vice, a chapa recebeu a unanimidade dos votos dos parlamentares em uma eleição indireta.
Cidade já vinha ocupando a função de governador de forma interina desde a renúncia conjunta do ex-governador Wilson Lima (União) e do ex-vice-governador Tadeu de Souza (PP) na noite de 4 de abril, a menos de uma hora do fim do prazo de desincompatibilização para que gestores e secretários deixassem seus cargos para concorrer a outros na eleição de outubro.
A votação ocorreu em sessão extraordinária na manhã desta segunda (4). Conforme a Constituição Estadual, caso o governador e o vice-governador deixassem a função nos dois últimos anos de mandato, a Assembleia deveria realizar um pleito indireto, onde só deputados votam, e escolher os novos governador e vice-governador para exercer o restante do mandato.
Além do presidente da ALE, concorreram na eleição as chapas de William Santos (PSDB) e João Ricardo Lima (PL), Cícero Alencar (DC) e Roque Lane Wilkens (DC), Sérgio Augusto Bezerra (Novo) e Audricléa Frota (Novo), e Daniel Fabiano de Araújo (PT) e Daiane de Jesus Araújo (PT).
As chapas de candidatos do Partido Novo e do Partido dos Trabalhadores chegaram a ser alvos de pedidos de impugnação por parte de suas próprias siglas, mas a Mesa Diretora decidiu aprovar suas participações devido à eleição indireta, da forma como feita, ser um fato inédito na história do Amazonas.
Durante a sessão, foram lidos dois ofícios enviados pelos diretórios do PT e do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) não reconhecendo ou apoiando os candidatos que se apresentaram pelos partidos. No entanto, as comunicações eram apenas para fins de ciência, não tendo valor legal, permitindo que as chapas concorressem normalmente.
Por: Acritica.com.br
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