A Sede do Distrito das Capitanias nº 5, Autoridade Regional do Rio do departamento de Loreto, realizou entre 21 e 26 de junho uma operação sustentada contra mineração ilegal na bacia do rio Nanay, causando um grande golpe para as organizações que atuam nesta área da Amazônia.
As ações foram realizadas nas proximidades dos centros populacionais de Alvarenga e Puca Urco, com a participação do Grupo de Operações Especiais nº 3 e em coordenação com a Procuradoria Especializada em Assuntos Ambientais (FEMA) de Maynas, como parte do trabalho de interdição para impedir atividades ilícitas que afetam os recursos naturais.
Durante os seis dias de operações contínuas, as forças de ordem destruíram dez jangadas de dragagem do tipo "gringa" totalmente equipadas para extração ilegal de minerais. Essas estruturas tinham motores, motores, mangueiras, carpetes, cilindros, geradores elétricos e combustível.
Nove embarcações de madeira e alumínio usadas para transportar pessoal e equipamentos também foram destruídas, assim como dois acampamentos usados como centros logísticos para o abastecimento e operação de atividades de mineração ilegal.
Segundo as autoridades, o valor econômico de toda a infraestrutura destruída é de S/ 2.689.955, afetando significativamente a capacidade operacional das organizações dedicadas a essa atividade ilícita na bacia do rio Nanay.
A intervenção faz parte das ações permanentes realizadas pela Autoridade Marítima Nacional para combater a mineração ilegal, considerada uma das principais ameaças aos ecossistemas amazônicos devido à poluição dos rios e à degradação ambiental.
As autoridades apontaram que essas operações buscam não apenas destruir a infraestrutura usada pelas máfias, mas também reduzir o impacto ambiental gerado pela extração ilegal de minerais em uma das principais fontes de água da região de Loreto.
Por fim, a Sede do Distrito das Capitanias nº 5 reafirmou que continuará a realizar ações de controle fluvial, vigilância e interdição em coordenação com as entidades competentes, com o objetivo de proteger o meio aquático e preservar os recursos naturais da Amazônia peruana.
(K. Rodriguez)
Por: DiariodelaRegion
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