Caiado é corrigido após tentar minimizar plano de golpe contra Lula na Globo: ‘Não foi um relato’


Candidato tentou minimizar investigação sobre plano para assassinar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes

Reprodução/ TV Globo

A sabatina do candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) na TV Globo foi marcada por respostas longas e que pouco tinham a ver com as perguntas feitas pelos jornalistas César Trali e Renata Vasconcelos. O foco do presidenciável foi atacar o presidente Lula e seu governo. Caiado foi corrigido algumas vezes pelos dois nesta quarta-feira (26).

Ao ser questionado sobre sua proposta de anistia aos envolvidos nos atos golpistas, o político tentou minimizar a investigação da Polícia Federal que identificou um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A sabatina começou com uma pergunta de César Tralli sobre a proposta de Caiado de conceder anistia aos envolvidos na tentativa de ruptura institucional. O candidato afirmou que pretende encaminhar ao Congresso um projeto de “anistia ampla e irrestrita”, que beneficiaria inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Durante a resposta, Caiado também atacou Lula e fez uma referência a reportagens exibidas pela Globo durante a Lava Jato e o Mensalão. “Eu assisti durante quatro anos aquele propinoduto no Jornal Nacional sobre o roubo do Lula”, afirmou.

Na sequência, os entrevistadores voltaram a pressionar Caiado sobre os critérios para uma eventual anistia. Foi então que Renata Vasconcellos lembrou que as investigações sobre a tentativa de golpe revelaram um plano para matar Lula, Alckmin e Moraes.

Caiado demonstrou incômodo com a afirmação e tentou relativizar a informação. “Isso é um relato, eu me lembro do Jornal Nacional mostrando corrupção constante do Lula”, respondeu.

Renata interrompeu o candidato e fez uma correção. “Não foi um relato”, afirmou a apresentadora.

A observação se referia à natureza da apuração. O plano de assassinato não foi apresentado apenas a partir do depoimento de uma testemunha, mas surgiu no âmbito de uma investigação da Polícia Federal que reuniu documentos, mensagens e outros elementos apontados pelos investigadores como evidências da trama.

As investigações sobre a tentativa de golpe também apontaram a participação de militares e civis na articulação. O caso resultou em denúncias, julgamentos e condenações no STF, inclusive relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.



Por:ICN Noticias

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