Julgamento aconteceu nesta terça-feira (15), encerrando uma longa espera da família por uma resposta da Justiça Depois de quase 11 anos, o caso de Vera Rodrigues Catique, assassinada em Tabatinga em novembro de 2015, teve seu desfecho no Tribunal do Júri. O ex-marido de Vera foi condenado a 19 anos de prisão pelo crime. O...

Julgamento aconteceu nesta terça-feira (15), encerrando uma longa espera da família por uma resposta da Justiça
Depois de quase 11 anos, o caso de Vera Rodrigues Catique, assassinada em Tabatinga em novembro de 2015, teve seu desfecho no Tribunal do Júri.
O ex-marido de Vera foi condenado a 19 anos de prisão pelo crime. O julgamento aconteceu nesta terça-feira (15), em Tabatinga, e marcou um dos momentos mais aguardados pela família desde a morte da servidora pública. O julgamento já havia sido anunciado para esta data por veículos locais que acompanham o caso.
Vera tinha 40 anos, trabalhava no Setor de Tributação da Prefeitura de Tabatinga e era mãe de um menino de 8 anos. Na época do crime, ela foi encontrada morta dentro da própria residência, no bairro Comunicações.
Segundo registros publicados após o crime, o então marido apresentou a versão de que Vera teria cometido suicídio. Ao longo dos anos, porém, familiares e pessoas próximas mantiveram a cobrança por esclarecimentos e pela responsabilização pelo que havia acontecido.
Quase 11 anos de espera
A morte de Vera mobilizou familiares, amigos, colegas de trabalho e moradores de Tabatinga. Na época, o cortejo fúnebre passou pela Avenida da Amizade e houve manifestações em frente ao Ministério Público e à Prefeitura de Tabatinga, onde Vera recebeu uma homenagem de seus colegas.
Agora, com a condenação, a família afirma que a Justiça foi feita.
Uma homenagem divulgada após o julgamento traz uma mensagem de agradecimento a todas as pessoas que, durante os anos, compartilharam a história de Vera, deram voz ao caso e acompanharam a luta da família.
A mensagem também reforça uma frase que se tornou símbolo da campanha:
“Feminicídio não é suicídio.”

O caso de Vera permanece como uma lembrança dolorosa de uma mulher que teve sua vida interrompida e cuja família passou anos esperando por uma resposta da Justiça.
Por:Portal Tabatinga
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