Oito das 12 estações da UEA apontam qualidade do ar péssima nesta quarta-feira (23), com pico na zona sul

Cenário de Manaus tem sido modificado por conta das queimadas (Foto: Dante Graça)
Os moradores de Manaus acordaram, nesta quarta-feira (23), sob a pior camada de fumaça de 2026. Às 6h, os sensores de qualidade do ar do aplicativo Selva, ferramenta criada pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) para acompanhar a poluição atmosférica, apontaram 286,2 µg/m³ na zona sul da capital, patamar classificado como péssimo, o mais grave da escala usada pelo aplicativo.
O cenário se formou apenas 24 horas depois de a cidade alcançar a maior temperatura do ano. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros marcaram 38,6 graus Celsius às 15h de terça-feira. O valor corresponde à média das estações monitoradas, mas, no mesmo horário, a medição feita no Aeroporto de Manaus ultrapassou a marca dos 39 graus.
A situação é crítica em boa parte da cidade. Entre as 12 estações mantidas pela UEA, oito indicam qualidade do ar péssima, e em três delas os valores passam de 200, faixa que já representa risco sério à saúde pública de toda a população. Outros dois pontos se aproximam desse limite: o Aeroporto de Manaus, com 197, e o Morro da Liberdade, com 188.
A piora do ar em Manaus acompanha a escalada das queimadas no Amazonas. Levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostra que o Estado já contabiliza mais de 5,2 mil focos de incêndio em 2026, número que supera em mais de 15% todo o registrado em 2025, quando foram identificados 4.545 focos.
O Sul do Amazonas concentra a maior parte das ocorrências. Com 944 focos, Apuí é o município com mais registros no Estado e ocupa o terceiro lugar no ranking nacional, ficando atrás somente de Altamira (1.241), no Pará, e de Lagoa da Confusão (1.032), no Tocantins. Também no Amazonas, Novo Aripuanã aparece na nona posição, com 641 focos de queimadas neste ano.
Por: Acritica.com.br
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