Presidente desafia Flávio a fazer o mesmo
Ricardo Stuckert/Porto
Alegre

O presidente Lula afirmou nesta segunda-feira (19) que entregará nesta terça-feira (20) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, informações sobre seus sigilos bancário e telefônico e os de seus cinco filhos. O presidente desafiou o senador Flávio Bolsonaro, seu adversário na disputa presidencial, a fazer o mesmo com os dados dele, de sua família e de suas empresas.
“Estou mandando para o presidente do TSE, abrindo meu sigilo telefônico, meu sigilo bancário e da família e dos meus cinco filhos”, declarou Lula ao chegar a Porto Alegre (RS), onde participou de um ato de campanha.
“É preciso, de uma vez por todas, acabar com a história de chamar gente honesta de ladrão”, afirmou. Lula também cobrou que Flávio tenha “coragem para provar que é honesto”.
Desafio lançado durante debate
O presidente retomou o desafio feito durante o debate da Band, realizado no domingo (18), quando propôs que os dois candidatos apresentassem seus dados bancários e telefônicos à Justiça Eleitoral. Flávio ironizou a proposta, dizendo que Lula não usa celular, e afirmou que suas contas estão declaradas à Receita Federal.
Nesta segunda, Lula voltou a criticar o senador e comparou seus patrimônios. O presidente citou o apartamento que comprou em 1998 e questionou como Flávio adquiriu uma mansão em Brasília por cerca de R$ 10 milhões, à vista.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Debate da Band, realizado nos estúdios do Grupo Bandeirantes de Comunicação, São Paulo – SP. Foto: Ricardo Stuckert“Esse país não pode ter miliciano na Presidência da República”, disse Lula, usando expressão que também empregou durante o debate.
O confronto entre os candidatos foi marcado por acusações de corrupção. Flávio questionou Lula sobre Roberta Luchsinger, investigada junto com seu filho Fábio Luís Lula da Silva. Já o presidente cobrou explicações sobre os R$ 134 milhões que Flávio pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro (PL), além de questionar seu patromônio.
Por:ICL Brasil
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