terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Dilma anuncia novos ministros e confirma Eduardo Braga em Minas e Energia


Senador Eduardo Braga (PMDB) é pré-candidato ao governo do Amazonas

O Palácio do Planalto acaba de anunciar os novos ministros para o próximo governo de Dilma Rousseff através de nota aos meios de comunicação. Entre eles está o senador do Amazonas e ex-governador do Estado, Eduardo Braga, escalado para o Ministério de Minas e Energia (MME), como já havia sido divulgado anteriormente.
Ele substituirá o maranhense Edison Lobão, que está no MME desde o primeiro mandato de Dilma.
Com a saída de Braga do Senado, quem assume o mandato como primeira suplente é sua mulher, Sandra Backsman Braga. Caso Sandra peça para sair, quem fica com o mandato é o empresário Lírio Pasirotto, gaúcho de nascimento e paulista de empreitada. Ele é dono da Videolar, empresa do Polo Industrial de Manaus (PIM), mas não tem residência no Amazonas. Pasirotto é considerado um dos homens mais rico do mundo, listado pelo ranking da revista americana Forbes, com fortuna estimada em US$ 2,5 bilhões. 




Braga, que foi governador do Amazonas de 2003 a 2010, quando se candidatou ao Senado, tentou voltar ao posto este ano. Porém, foi derrotado pelo atual governador José Melo, seu antigo aliado. A ida ao ministério é uma espécie de prêmio aos aliados do governo petista.
O senador de 54 anos é formado em engenharia elétrica pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), mas foi na política que construiu carreira. Iniciou sua vida pública aos 21 anos, como vereador de Manaus. Depois foi eleito deputado estadual em 1986, em seguida deputado federal em 1990. Braga foi vice-prefeito de Manaus  ao lado de Amazonino Mendes em 1992 e assumiu a prefeitura municipal em março de 1994, encerrando o mandato em 1996. Em 2002, com apoio de Amazonino que estava governador, se candidatou ao governo do Amazonas, sendo eleito por dois mandatos consecutivos, onde ficou até 2010.
Conheça os ministros
Alguns nomes são figuras novas na Esplanada dos Ministérios, enquanto outros já fazem parte da equipe ministério do governo petista e apenas trocaram de gabinetes.
Aldo Rebelo deixa o Ministério do Esporte, no qual coordenou as ações do governo durante a Copa do Mundo, para assumir a pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação. Desde o governo Lula, o deputado assumiu a presidência da Câmara, foi ministro da Coordenação Política e líder do governo e do PCdoB na Câmara.
Jaques Wagner, atual governador da Bahia, será o novo ministro da Defesa no lugar de Celso Amorim. O petista foi eleito deputado federal três vezes e ocupou cargos do primeiro escalão no governo Lula, como o comando do Ministério do Trabalho e Emprego, antes de Ricardo Berzoini, atual titular da pasta de Relações Institucionais. Wagner foi eleito governador em 2006.
Na Educação, foi confirmado o nome de Cid Gomes, atual governador do Ceará. Gomes obteve o primeiro mandato eletivo em 1990 como deputado estadual. Seis anos depois, foi eleito prefeito de Sobral e reeleito para mais um mandato. Em 2006 chegou ao governo do estado, eleito no primeiro turno. O cearense foi responsável pela coordenação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo turno da eleição presidencial.
Como ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, no lugar de Moreira Franco, também PMDB, assumirá Eliseu Padilha, ex-ministro dos Transportes no governo Fernando Henrique Cardoso. Advogado por formação e empresário, Padilha foi prefeito do município gaúcho de Tramandaí, deputado federal e coordenou deixou a campanha de Fernando Henrique à Presidência da República.
Ainda do PMDB, o deputado Edinho Araújo (SP) vai comandar a Secretaria Nacional de Portos no lugar de César Borges, que está no cargo desde junho deste ano. Edinho começou a carreira política aos 23 anos, quando disputou sua primeira eleição a prefeito. Foi três vezes deputado estadual e duas vezes deputado federal. Em 2001, assumiu a prefeitura de São José do Rio Preto, foi reeleito em 2008 e dois anos depois voltou ao mandato de deputado federal.
A nova ministra da Agricultura, senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), entrou para o ramo do agronegócio com a morte do marido em um acidente de avião, em 1987. Nascida em Goiânia, ela é formada em psicologia pela Universidade Católica de Goiás. Atualmente é presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Também do PMDB, o paraense Helder Barbalho assumirá o Ministério da Pesca, substituindo Eduardo Lopes. Barbalho foi candidato, pela primeira vez ao governo do Pará, mas perdeu para Simão Jatene, do  PSDB. Segundo mais votado no pleito, o novo ministro é filho do senador Jader Barbalho e da deputada Elcione Barbalho, ambos do PMDB. Ele começou a carreira política há 15 anos, quando se candidatou e foi eleito o vereador mais votado de Ananindeua. Barbalho também foi deputado estadual e, aos 25 anos, eleito o prefeito mais jovem da história do Pará.
No Turismo, permanece o atual ministro Vinícius Lages, que também é filiado ao PMDB e está no posto desde março.
Para o Ministério das Cidades, o indicado foi ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do PSD, que substituirá Gilberto Occhi, no cargo desde março.
Também foi anunciado o nome do futuro titular da Controladoria-Geral da União, Valdir Simão, atual secretário-executivo da Casa Civil. O novo ministro do Esporte será George Hilton, deputado federal pelo PRB de Minas Gerais. Assumirá a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) a professora Nilma Lino Gomes, integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE).
Hoje pela manhã, Dilma Rousseff participou de uma rápida confraternização com os atuais ministros de seu governo no Palácio da Alvorada. Dilma chegou uma hora depois do horário marcado para o evento de confraternização. Quase 40 minutos depois de sua entrada, os carros oficiais de ministros e parlamentares começaram a deixar o local. Os ministros da Fazenda, Guido Mantega, que fica no cargo até 1º de janeiro, da Advocacia-Geral da União (AGU), Luís Adams, e do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, foram os primeiros a sair.

Em seguida, o vice-presidente Michel Temer deixou o Alvorada seguido por outros ministros, pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pelos senadores José Pimentel (PT-CE), Acir Gurgacz (PDT-TO), Vanessa Graziotin (PCdoB-AM) e Gim Argello (PTB-DF) e pelo candidato à presidência da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é adversário do nome do governo na disputa pela vaga, Arlindo Chinaglia (PT-SP), nas eleições marcadas para o dia 1º de fevereiro.

Acrítica.com.br

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