quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Defesa Civil inicia levantamento para auxiliar famílias em municípios atingidos pela cheia dos rios no Amazonas



A Defesa Civil do Amazonas já iniciou o levantamento das necessidades das famílias atingidas pela cheia na calha do rio Juruá, onde os municípios de Itamarati, Eirunepé, Ipixuna, Guajará e Envira estão em estado de emergência. Cerca de oito mil famílias já sofrem os impactos da cheia nesses municípios, aponta o órgão. De acordo com o monitoramento da Defesa Civil, outras duas cidades, Tabatinga, no Alto Solimões, e Humaitá, na calha do Madeira, estão em estado de alerta.

Boca do Acre, na calha do Purus, está em situação de atenção. De acordo com o secretário executivo de Ações de Defesa Civil do Amazonas, coronel Roberto Rocha, as equipes do órgão já iniciaram levantamento nas localidades afetadas pela cheia para saber qual a real situação de cada município e quais medidas serão tomadas.

“Nós temos equipes em Cruzeiro o Sul, no Acre, Humaitá e Guajará, que já estão fazendo um diagnóstico, para que possamos realizar relatórios e enviarmos ao governador José Melo, para a homologação do estado de emergência”.


O coronel explicou que, desde dezembro do ano passado, por determinação do governador, o Governo do Estado está monitorando a região do Juruá para prestar auxílio às prefeituras.  Técnicos monitoram diariamente 21 municípios e, a partir de agora, também vão poder contar com auxílio do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), com quem foi firmado um convênio esta semana. O centro de coordenação da Defesa Civil passará a funcionar no município de Cruzeiro de Sul, no Acre, por conta da proximidade com as cidades atingidas.

Roberto Rocha destacou que este ano o nível das águas na calha do Juruá está mais alto que em relação ao ano passado, o que pode indicar uma enchente maior que no último ano. “O município de Tarauacá, no Acre, foi o primeiro município a entrar em situação de emergência, antes do Natal e, agora, nós tivemos uma antecipação das cheias no Juruá, que normalmente só acontecem no final do Carnaval”.

O coronel explicou ainda que desde 2005 o Amazonas vem sofrendo com grandes cheias, chamadas de fenômenos extremos, o que dificulta o planejamento e execução de medidas para retirar famílias de áreas e risco e de promover obras para evitar esse tipo de situação. Segundo ele, nos últimos dez anos, foram sete “eventos extremos”, prejudicando o trabalho, já que a logística do Estado é complexa por conta das grandes distâncias.

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