Japão: primeira-ministra dissolve Parlamento e convoca eleições

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A primeira ministra Sanae Takaichi antecipou as eleições legislativas para 8 de fevereiro

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, dissolveu hoje a Câmara dos Representantes do Parlamento (Câmara Baixa), antecipando legislativas para 8 de

fevereiro, eleições nas quais espera traduzir a sua popularidade em assentos após três meses de poder. "De acordo com o artigo 7º da Constituição, a Câmara é dissolvida", disse o presidente da Câmara japonesa, Fukushiro Nukaga, logo após o início da sessão. A sala ficou vazia poucos minutos após a declaração.

Takaichi anunciou na segunda-feira (19) a decisão de convocar eleições gerais antecipadas para 8 de fevereiro, decisão que classificou como "muito difícil". A chefe do governo tem alto índice de aprovação, mas conta com maioria estreita de assentos na Câmara Baixa (a mais importante das duas que formam o Parlamento) e está em minoria na Câmara Alta.

A dissolução dá início a uma campanha eleitoral muito curta, com apenas 16 dias antes da realização das eleições antecipadas. Ao anunciar na segunda-feira a intenção de convocar eleições antecipadas, Takaichi afirmou que o objetivo é conseguir maioria entre o Partido Liberal Democrático (PLD), que lidera, e o seu novo parceiro de coligação, o Partido da Inovação do Japão (Ishin).

Com 465 assentos em disputa na Câmara Baixa, a maioria simples implica que o PLD e o Ishin devem obter 233 parlamentares em conjunto. Suzuki também insistiu que as eleições, apresentadas pela premiê como referendo à sua liderança, são necessárias para consolidar o aumento da despesa pública, parte de um plano amplo para impulsionar a economia japonesa, há muito estagnada, proposto pelo governo de Takaichi.

A primeira-ministra chegou ao poder após vencer as primárias do Partido Liberal Democrático (PLD) em outubro passado, motivadas pela renúncia do antecessor Shigeru Ishiba, após várias derrotas eleitorais. Ultra-conservadora, Takaichi terá de enfrentar a Aliança Reformista Centrista, uma nova formação integrada pela união do Partido Democrático Constitucional (PDC), a principal força da oposição, e a formação budista Komeito, parceiro de coligação do PLD há mais de 20 anos e que rompeu com o partido no poder após a eleição de Takaichi como líder. *É proibida a reprodução deste conteúdo.




Por: Agencia Brasil

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