Irã elege aiatolá Alireza Arafi como líder supremo interino após morte de Khamenei

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O aiatolá Alireza Arafi foi escolhido neste domingo (1º de março de 2026) como líder supremo interino do Irã, segundo agências estatais e a imprensa internacional. A nomeação ocorre um dia após a confirmação da morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, em ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos e Israel.

Arafi foi selecionado como membro jurista do Conselho de Liderança Interino, um órgão temporário instituído conforme o artigo 111 da Constituição iraniana para assumir as funções do líder supremo até que a Assembleia de Especialistas escolha um sucessor permanente. Ele integrará o conselho ao lado do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e do chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei.

A escolha de Arafi, um clérigo de alto escalão e membro do Conselho dos Guardiães, visa garantir a continuidade das instituições estatais em um momento de grande tensão tanto no Irã quanto na região.

Quem é Alireza Arafi, o líder supremo interino do Irã

O aiatolá Alireza Arafi foi escolhido como líder supremo interino do Irã após a morte do aiatolá Ali Khamenei, assumindo um papel estratégico em um dos momentos mais delicados da história recente do país.

Arafi é um influente clérigo xiita e integra o Conselho dos Guardiães, órgão responsável por supervisionar a legislação e aprovar candidaturas eleitorais no Irã. Ele também é membro da Assembleia dos Especialistas, instituição encarregada de nomear e supervisionar o líder supremo.

Reconhecido por sua formação teológica sólida e por sua atuação em centros religiosos em Qom — principal polo do clero xiita iraniano — Arafi é visto como uma figura alinhada à estrutura conservadora do regime. Sua escolha para o comando interino busca assegurar estabilidade política, continuidade institucional e controle interno enquanto o país se prepara para a definição de um novo líder supremo permanente.

A transição ocorre em meio a forte tensão regional e internacional, aumentando as incertezas sobre os próximos passos do governo iraniano no cenário geopolítico.




Por: Nailson Tenazor/Jambo Verde

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